segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Trajetória em um ano acelerado

O ano está passando e, como sempre, sem dar trégua, quero recapitular algumas coisas, faço isso conforme vou tendo uma ideia do que está por vir, então como agosto foi um mês cheio de novidades em relação ao que vivo através da Saúde Coletiva, vai aí um resumão. Comecei o ano me matriculando em oito Unidades de Produção Pedagógica e continuando a bolsa, em que eu já estava desde o início de 2014, no Núcleo de Avaliação da Unidade (NAU) da Escola de Educação Física que está passando por modificações em seu Regimento, e também passará a ser chamada Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança (ESEFID). Nessa bolsa, trabalhamos em dois projetos maiores durante esse ano, o processo de modificações no Regimento da Unidade (processo que resultou em 2 seminários e 4 plenárias) e o processo de avaliação dos currículos dos cursos de Educação Física, Fisioterapia e Dança (que iniciou com formulários online aos quais cerca de 30% dos alunos da Unidade foram respondentes). 
Lista dos demais acontecimentos:
- No dia 21 de março aconteceu a Plenária Popular Regional de Conselhos de Saúde e Movimentos Sociais da Região Sul - Em preparação para a 15ª Conferencia Nacional de Saúde com o tema "Saúde Pública de qualidade para cuidar bem das pessoas: um direito do povo brasileiro." Teve como objetivo, assim como as demais plenárias regionais, a mobilização para a participação popular, também agregando o maior número de movimentos sociais para a conferencia.

- Outra atividade importante que aconteceu durante esse ano foi a discussão acerca das Diretrizes Curriculares do curso de Saúde Coletiva, feitas em alguns Fóruns e inclusive em um Projeto de Extensão (ocorrido no dia 25/04/2015). A proposta era que os alunos de todos os cursos de Saúde Coletiva (e que não necessariamente têm esse mesmo nome) discutissem o conteúdo do documento atual para enviar propostas que entraram na pauta do  11º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva que ocorreu em Goiânia (GO) de 28 de julho a 1º de agosto. O encontro gerou a carta contida no seguinte link: http://www.abrasco.org.br/site/wp-content/uploads/2015/08/Carta_de_Goiania-Aprovada-no-11%C2%BA-CBSC.pdf 

- Encontro de Mulheres Estudantes da UNE, Curitiba (01/05 até 03/05)

- Palestra do dia 15/05, no auditório da Faculdade de Odontologia da UFRGS, abordou o tema violência e saúde, com participação de Emerson Merhy, refletindo sobre a importância de desconstruir os processos de enclausuração dos corpos.

- Visita ao Hospital São Pedro (23/05)

- Visita ao Hospital Colônia Itapuã (29/05)

- A visita ao Telessaúde, que aconteceu dia 10 de junho, nos proporcionou conhecer vários projetos que contribuem muito com o sistema de saúde. É um projeto de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. As ações do projeto são dirigidas à população, por meio de apoio aos profissionais da atenção primária à saúde e dos demais níveis assistenciais do Sistema Único de Saúde. 
Pra acessar o site do projeto, segue o link:http://www.ufrgs.br/telessauders/nossos-servicos

- Visita ao Centro de Saúde Vila dos Comerciários (04/07)

- No dia 03 de agosto iniciei meu estágio na Área Técnica de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência, na Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre. Tem sido muito gratificante poder conhecer melhor a política que estabelece as diretrizes tanto para a área que estou quanto as outras políticas que norteiam outras áreas que trabalham lá. Nessa experiência, estou podendo vivenciar várias coisas que discutimos no curso, que passam da gestão até a saúde direta dos usuários e inclusive dos profissionais.

- Na mesma semana em que iniciei no estágio, aconteceu meu acolhimento na Bolsa da Rede Governo Colaborativo em Saúde, ainda estou conhecendo os projetos de pesquisa, mas já pude ter uma ideia de quanta coisa poderei aprofundar participando das ações.
-Visita ao presídio central de Porto Alegre em 21/08.

Não especifiquei como foi cada uma das atividades, mas com certeza cada uma delas contribui com meu crescimento como conhecedora de tudo que a Saúde abrange e como é importante a interlocução com todos os outros setores, políticas e com a população. Até porque o mundo e a vida não são divididos em setores, somos parte de um todo que procura por uma organização e espero que essa organização seja para proporcionar coisas boas (mesmo que muitas coisas nos fazem desacreditar nisso).
A FUTURA SANITARISTA

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Saúde Coletiva e Bioestatística

A partir do que viemos estudando na Unidade de Bioestatística III e nas outras unidades do curso ao longo do semestre, pudemos refletir sobre quais são os determinantes socioeconômicos que influenciam no processo saúde-doença e como eles afetam os indivíduos e seus coletivos dentro da sociedade. Identificando as formas de análise dessas condições, podemos utilizar ferramentas da Bioestatística para otimizar os processos e visualizar quais são as prioridades. E para isso utilizamos de duas bibliografias principais, para introduzirmos nossos estudos:





Utilizando tais ferramentas é possível delinear o semblante de cada comunidade e, em se trabalhando com indicadores quantitativos, podemos utilizar o cálculo da média (para uma representação geral), ou da mediana (no caso de haver dados que influenciariam os valores por terem extremidades muito distintas) - dentre outras ferramentas - para avaliar, por exemplo, quais as populações mais vulneráveis a incidências de agravos e qual seu respectivo recorte demográfico e epidemiológico. 
Tudo isso colabora com o sanitarista na elaboração de propostas coerentes e adequadas para cada população-alvo, além de colaborar internamente com os serviços de saúde e sistemas de informação no preenchimento dos bancos de dados, nas análises situacionais de saúde, etc.  
Essa é uma breve descrição sobre uma parte de nossos trabalhos no decorrer desta UPP.
Até mais,
A FUTURA SANITARISTA

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Estudo das populações negra e indígena na modalidade EaD do curso de Saúde Coletiva

Hoje trago minhas reflexões sobre os temas discutidos nos primeiros quatro módulos da Unidade de Tópicos Integradores em Saúde Coletiva III, modalidade EaD, do curso. A UPP, durante o primeiro semestre de 2015, abordou os temas acerca do que é o quesito raça/cor/etnia, racismo e gênero, racismo institucional, Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, e Saúde da População Negra e Indígena e o SUS. As discussões foram realizadas a partir de fóruns, que tiveram como base diversas produções textuais e audiovisuais.
No primeiro módulo, o fórum serviu para uma introdução da turma ao tema, onde pudemos além de colocar nossa visão sobre o que conhecíamos previamente, discutir acerca de dois vídeos. O primeiro e mais longo vídeo, intitulado “Vista minha pele”, permitiu-nos refletir sobre como seria se, historicamente, os brancos tivessem sido escravizados e consequentemente subalternizados pela sociedade. Para muitos, foi a primeira vez que este ponto de vista foi colocado, o que acabou sensibilizando a todos e motivando ao debate. O segundo vídeo, expõe a visão do Gustavo, um menino de 10 anos, que fala sobre a importância das culturas africana e afrodescendente serem ensinadas nas escolas do Brasil. Ele coloca sua opinião de forma muito inteligente, sem se limitar às produções sobre essa cultura, mas falando da importância dessa disseminação, do racismo em geral e sua visão sobre as principais consequências dele. Observando aos materiais disponibilizados, foi possível introduzirmos ao tema, tendo um pouco mais noções sobre a importância de reflexões sobre ele em mais espaços, tanto cotidianamente (nas esferas públicas e privadas), quanto ao longo da graduação. Além disso, durante esse primeiro momento, outros materiais foram disponibilizados pelos colegas e pela professora enriquecendo ainda mais o debate e facilitando as formas de relacionar o tema com outras áreas.

O segundo módulo trouxe para debate o artigo de Laura Cecília López, “O conceito de racismo institucional: aplicações no campo da saúde”, publicado na Revista Interface – Comunicação, Saúde, Educação, no ano de 2012. Foi um importante material de análise sobre o que temos como base teórica para debatermos o assunto, ainda mais sendo focado para o campo da saúde, onde o Brasil enfrenta duros problemas com o racismo institucional. A autora, além de trabalhar o conceito em questão, traz relações dele com as disputas do movimento negro e suas conquistas atreladas às políticas públicas, trabalha sobre a dimensão histórica do racismo institucional brasileiro, sobre as tecnologias que passaram a existir nos serviços do sistema de saúde do país, sobre as relações de biopoder envolvidas no estabelecimento de benefícios e oportunidades aos diferentes segmentos da população do ponto de vista racial e enfatiza a importância e a necessidade de pesquisas qualitativas de abordagem etnográfica que reflitam sobre como estão operando as instituições frente a esse tema. Assim como no primeiro fórum, foram trazidos outros materiais, porém buscou-se focar no debate acerca do que está colocado no artigo. Então, foi possível identificar que, por muitos anos, esta reflexão sequer chegava à academia e por isso ainda acontecem casos de extrema opressão e indignidade ligados à população negra nos serviços de saúde e em tantos outros.
Durante o terceiro módulo discutimos a importância das instituições conhecerem o perfil étnico-racial da população do Brasil. Para tanto, nos foi disponibilizado o manual “Como e para que Perguntar a Cor ou Raça/Etnia no Sistema Único de Saúde?” e o vídeo “Quesito cor”. O primeiro material trata sobre a importância do acolhimento, da orientação e do encaminhamento dos usuários nos serviços de saúde, sobre o sistema de informações de usuários(as) dos serviços de saúde e enfoca nas questões entorno da informação e coleta do quesito cor ou raça/etnia, mostrando os métodos e os motivos dessa coleta. Já o vídeo enfatiza que é necessário, para a formulação de políticas públicas, o conhecimento desses quesitos, afim de combater a desigualdade social do país, que impacta ainda mais na população negra. Ele denuncia os agravos que atingem com maior incidência essa população e também entrevista pessoas na rua para mostrar o que elas entendem como sua cor/raça, colocando o quão importante é que todas as pessoas saibam o que é racismo. No fórum desse módulo, foi trazida a necessidade de sensibilizar aos servidores do sistema de saúde para o levantamento do quesito raça/cor e de como fazer essa abordagem para que não haja um afastamento ainda maior de negros e negras dos serviços de saúde.

No quarto módulo, trabalhamos em cima do boletim “Análise do Quesito Raça/Cor a partir de Sistemas de Informação da Saúde do SUS” publicado pela Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, em 2011. O material, além de fazer uma análise pelo recorte étnico-racial, incentiva aos serviços sobre a forma correta de trabalhar com esses dados e traz gráficos que ajudam a identificar a distribuição da população negra, os agravos mais incidentes, etc. Para o fórum realizado durante esse módulo, tivemos de buscar informações no boletim, sobre os agravos e doenças prevalentes nas populações que estivemos estudando, para podermos identificar alguns motivos para esta prevalência, e quais os determinantes para que essas populações sejam mais vulneráveis e refletirmos a partir disso sobre possíveis intervenções, ações e políticas. Conversamos também sobre a legislação (portarias e decretos) que dão suporte às ações já existentes voltadas para negros(as) e indígenas, e a importância de servidores e gestores estarem cientes do que consta em tais documentos, a fim de agirem adequadamente dentro dos serviços e no planejamento de novas ações.
As discussões contribuíram com a nossa formação crítica para que possamos pensar em como enfrentar os problemas ligados ao racismo e à discriminação de populações vulneráveis, tanto cotidianamente quanto institucionalmente, tendo o embasamento teórico e o compartilhamento de ideias para isso. A forma como os colegas empenharam-se em não estarem limitados apenas ao estudo dos materiais disponibilizados é um processo didático que merece destaque.  Também é necessário que este debate não esteja limitado aos fóruns e seja levado para outras esferas dentro e fora da universidade, pois é a partir de ações como essa que mudanças reais no quadro epidemiológico e de inclusão social das populações negras e indígenas, historicamente marginalizadas, podem acontecer. Precisamos criar um olhar de respeito às diversidades socioculturais e esse processo somente será possível com diálogos e intervenções que tenham envolvidos neles indivíduos provindos de diferentes realidades com a mesma oportunidade de se pronunciar nos espaços de debate, negociações e planejamento de ações.
Até mais,
A FUTURA SANITARISTA



segunda-feira, 22 de junho de 2015

Perspectivas para a Comunicação em Saúde que queremos

“A Comunicação está vinculada ao campo da Saúde, desde os princípios do século XX, tomando-se como marco a criação, em 1923, do Serviço de Propaganda e Educação Sanitária, no então Departamento Nacional de Saúde Pública. Na época, as descobertas da ciência apontavam a existência de agentes patológicos específicos para cada doença e processos de transmissão, o que deslocava a atenção das condições socioambientais para o indivíduo e colocavam no centro das prioridades as medidas de higiene. Em decorrência, apontava para a necessidade da mudança de comportamento e de hábitos, vistos como causa das doenças, portanto, indesejáveis à saúde.” (Araújo; Cardoso; Murtinho, 2009)
Como podemos visualizar na citação acima, as formas de comunicação em saúde, do século passado, eram um reflexo do que toda a área da Saúde Pública considerava como foco, A DOENÇA. Com o passar dos anos e com as mudanças ocorridas através de movimentos como a Reforma Sanitária, o aumento da participação popular, a mudança do semblante das Universidades e consequentemente dos serviços em geral, dentre outros processos, fez com que, pouco a pouco, a Comunicação em Saúde fosse agregando novos campos para a elaboração de suas ações. Mesmo assim, ainda há muito que se desenvolver em relação ao tema e um dos principais desafios é mudar a forma de encarar a comunicação como sendo, fundamentalmente, um instrumento de transmissão de informações.
No curso de Saúde Coletiva, mais especificamente na Unidade de Tutoria desse terceiro semestre, a partir de debates e explanações sobre o tema, podemos observar alguns modelos de Comunicação em Saúde que tentam atingir aos indivíduos de formas muito inovadoras. Então gostaria de compartilhar alguns materiais a que tivemos acesso.
Na aula do dia 14 de maio, conhecemos o Régis que nos apresentou o projeto Caminhos do Cuidado, iniciado em 2013, que oferece formação em saúde mental, crack e outras drogas para agentes comunitários de saúde e auxiliares e técnicos em enfermagem da Atenção Básica. O projeto conta com uma Equipe de Comunicação que é responsável pela criação da identidade visual do Caminhos do Cuidado, e pela produção visual, em diferentes mídias, de todo o material de divulgação e didático, em consonância com o Ministério da Saúde. Um dos materiais apresentados para a turma foi o vídeo “Crack! Crack?”, que trata do tema de forma lúdica, artística e com humor facilitando o diálogo sobre as questões relacionadas.



Outro projeto que ficou conhecido entre os alunos do curso, foi o da ONG Doutorzinhos, que realiza atividades em diversos hospitais com pacientes e servidores, ela se apresenta da seguinte maneira: “Somos palhaços. E ser palhaço no hospital é saber ler os sentimentos, diagnosticar sintomas do humor e transformá-los em alegria. Acreditamos que o humor promove uma atitude positiva, contribuindo diretamente na recuperação dos pacientes. Oferecemos aos pacientes e equipe hospitalar um local de experimentação do riso, estabelecendo uma conexão entre os sentimentos de cada um. Somos agentes terapêuticos no processo de humanização da saúde, levando alegria para as crianças e adultos hospitalizados, bem como a todos os profissionais das instituições.”.
O material audiovisual apresentado às turmas do curso no dia 11 de junho, durante o fórum dos alunos, foi o seguinte:


É claro que estes são dois dos inúmeros exemplos que existem da construção que está sendo realizada para aprimorar os instrumentos de Comunicação em Saúde e para a saúde, porém, acredito que as chances desse cenário se desenvolver amplamente são bem maiores a partir da multiplicação desse tipo de ação. A referência abaixo contém o trecho citado no início desse post e é uma boa indicação de leitura para entender como o tema está sendo desenvolvido dentro do próprio SUS.


ARAUJO, I. S.; CARDOSO, J. M.; MURTINHO, R. A Comunicação no Sistema Único de Saúde: cenários e tendências. Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación, v. 6, n. 10, p. 104-115, 2009. Disponível em: . Acesso em: 12 jun. 2015

Até mais,

A FUTURA SANITARISTA

Guia pessoal da transição entre a segunda e a terceira etapa do curso de Saúde Coletiva

O objetivo desta postagem, é relatar, brevemente, como aconteceu a transição do segundo para o terceiro semestre do curso de Saúde Coletiva. Farei isso de forma bastante esquematizada, a fim de servir como um guia pessoal de consulta, sem seguir as recomendações para a elaboração de portfólio que são enfatizadas desde o início da graduação. Listarei as Unidades de Produção Pedagógicas do segundo semestre e seus respectivos temas e introduzirei o que está sendo abordado no terceiro semestre.

Unidades da 2ª etapa do curso:

  1. Unidade de Tópicos Integradores em Saúde Coletiva II, abordando o tema relativo à Atenção Psicossocial: O cuidado em Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas no SUS e dividida nos módulos I. Breve História da Loucura e das Reformas Psiquiátricas; II. Conceitos, Premissas Éticas e Modelos de Atenção no campo da Saúde Mental e Atenção Psicossocial; III. Rede de Atenção Psicossocial e Políticas de Saúde Mental; IV. Políticas sobre drogas e suas tendências no Brasil e no mundo; V. Montando a Rede de Atenção Psicossocial RAPS de Corvalina (município imaginário estudado durante a UPP).
  2. Unidade de Saúde, Sociedade e Humanidades II, na qual tratamos dos temas da Vigilância Sanitária e Ambiental, dos Resíduos dos Serviços de Saúde, dos Resíduos Sólidos Urbanos, Saneamento Básico e Saúde Pública.
  3. Unidade de Planejamento, Gestão e Avaliação em Saúde I, com introdução ao uso de tabuladores, pesquisas em fontes de bases secundárias de dados e informações (Datasus, Tabnet, Tabwin), noções básicas sobre cálculos de análise descritiva, Atenção Básica (Primária) à Saúde, aproximação e exploração à distância das regiões e municípios, debatemos sobre o uso de portfólio, noções elementares sobre análise de situação de saúde, Média e Alta Complexidade, programação de procedimentos, definição de indicadores de oferta e cobertura a partir de estudos de caso municipal.
  4. Unidade de Pesquisa em Saúde e Bioestatística II, abordando análise situacional de saúde e observação das comunidades, elaboração de poster, Elementos da Pesquisa, Ética nas Pesquisas, normas ABNT, como elaborar um Tema de pesquisa a partir de um Problema, como elaborar uma Apresentação.
  5. Unidade de Políticas Públicas e Sistemas de Saúde II, onde estudamos a história e a evolução das Políticas de Saúde no Brasil, fizemos cartografia de cidades, trabalhamos com o tema Cidades Utópicas, estudamos alguns conceitos do SUS e sua organização e utilizamos da ferramenta audiovisual para apresentação de temas relevantes na área da saúde.
  6. Unidade de Análise de Situação de Saúde e Vigilância à Saúde I, na qual estudamos o modelo da História Natural da Doença, os Modelos de Atenção à Saúde, tipos de vigilância, doenças emergentes, doenças negligenciadas e fizemos intervenções educativas sobre assuntos relacionados com o tema da vigilância à saúde.
  7. Unidade de Tutoria II, com dinâmicas sobre o tema Coletividades, discussões para elaboração do Portfólio reflexivo, debate sobre as inovações na formação dos sanitaristas e exercício sobre autoavaliação.
  8. Unidade de Promoção e Educação da Saúde II, com a temática dos Movimentos Sociais e formação da agenda pública, estudo das populações vulneráveis e das políticas elaboradas a tais grupos e estudo da Política Nacional de Educação Popular.     
Diversas outras atividades foram realizadas ao decorrer do semestre, tudo isso colaborou para um crescimento imenso da nossa compreensão sobre toda a área da saúde, sua complexidade e nos permitiu identificar melhor qual no nosso papel e o nosso lugar como futuros sanitaristas. O desenvolvimento das UPPs vêm acontecendo no terceiro semestre, com diferentes discussões, mas a partir de agora, seguirei trazendo temas de relevância para toda a área, fazendo relações e críticas entrelaçadas com minha bagagem recolhida até aqui através do curso, mas é claro com possibilidades de recapitulações como a de hoje.
*texto elaborado a partir de março de 2015

A FUTURA SANITARISTA

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Visita ao Ambulatório de Dermatologia Sanitária

Hoje, pela manhã, eu e meus colegas Maurício e Vânia, tivemos o privilégio de conhecer um pouco mais sobre o Ambulatório de Dermatologia Sanitária, localizado na Av. João Pessoa. A visita foi em função de um trabalho da UPP de Análise de Situação de Saúde e Vigilância à Saúde, ministrada pela professora Stela. O trabalho tem como objetivo conhecer os fluxos de alguns serviços de vigilância epidemiológica de Porto Alegre. Descobrimos que institucionalmente, o Ambulatório não é um serviço de vigilância epidemiológica, mas ele contribui com notificações, programas de prevenção, identificação, entre outras tarefas que cabem dentro das ações de vigilância à saúde.

Ao chegarmos, fomos recebidos pelo colega da Saúde Coletiva, Paulo César, que trabalha no Ambulatório há cerca de 20 anos, e pela Assistente Social Niara. Ao longo da visita, fomos percebendo alguns problemas relacionados à infraestrutura e o quão enorme é a complexidade de lidar com tais problemas, pois os processos de negociação passam por setores e entidades ora municipais, ora estaduais ou ainda do Ministério. Mesmo assim, a organização do serviço, parece funcionar muito bem e isso deve acontecer pois, como pudemos perceber, existe uma boa relação e comunicação entre praticamente todos os profissionais que trabalham no local. E não poderia ser diferente, porque como nos foi passado, a demanda do serviço é enorme. Um exemplo disso, é a farmácia que ali funciona, que atende à segunda maior demanda de medicamentos para tratamento de HIV/AIDS de todo o Brasil. 

Quem nos contou sobre como é o funcionamento da Farmácia do Ambulatório foi a farmacêutica e sanitarista Silvana, que além de nos receber muito bem, nos explicou como funciona o SICLOM (Sistema de Controle Logístico de Medicamentos) que "possui três funcionalidades principais: cadastramento dos pacientes em tratamento, controle da dispensação mensal de medicamentos, controle de estoque dos medicamentos anti-retrovirais e dos medicamentos para tratamento das infecções oportunistas nas farmácias", além de garantir aos pacientes atendimento farmacêutico em todo o território nacional. Percebemos também, que a acessibilidade ao setor da farmácia, dentro do serviço, ocorre de maneira bem horizontal, articulada e organizada, mesmo o espaço físico sendo extremamente pequeno.

Sobre as notificações dos novos casos de doenças, um dos assuntos mais enfocados na visita em função do nosso trabalho, ficou claro que isso exige um grande comprometimento dos profissionais com sua própria responsabilidade de notificar da melhor forma possível e de alimentar corretamente ao banco de dados. Realizadas mensalmente, as notificações, mesmo quando feitas da forma correta, nem sempre são aproveitadas plenamente, pela dificuldade de acesso aos bancos de dados por parte dos profissionais. Isso exige do profissional, uma sensibilidade ainda maior, levando em conta que ele precisa estar, permanentemente, se atualizando frente às prioridades de enfrentamento para garantir que as ações corretas de promoção da saúde, controle de doenças e prevenção de agravos sejam realmente realizadas. 





A futura sanitarista,
Luiza

domingo, 9 de novembro de 2014

Exercício nosso de cada dia

O semestre vai se encaminhando ao final e algumas reflexões importantes começam a ser realmente internalizadas por mim somente agora. Não é que antes elas não tenham sido propostas, mas parece que algumas coisas apenas assumem sentido para nós mesmos quando alguma coisa realmente conflita com o que estamos habituados. Quero dizer que, agora, depois da última aula da UPP de Tutoria, entendo que tudo isso de produzir textos, refletir muito sobre diferentes materiais, se expressar de forma realmente clara, profunda e que retome o que compreendemos do que nos é passado a cada dia, é uma tarefa que exige MUITO exercício.
Sim, eu estou falando da experiência de fazer um portfólio (blogfólio no meu caso)!
No texto, Portfólio reflexivo: uma proposta de ensino e aprendizagem orientada por competências (Cotta, Costa e Mendonça, 2013) é tratado, entre outras coisas, sobre a responsabilidade dos professores quando se coloca: “Na prática isso significa preparar os estudantes para um aprendizado autônomo, definido por Freire como um aprender que respeita a curiosidade do educando, sua inquietude e linguagem, incentivando a liberdade e a busca de identidade no processo de ensino-aprendizagem”. Porém, eu penso que, assim como nenhum texto aqui é postado por vontade própria, qualquer esforço dos professores de nada vale se tomarmos uma posição rígida ao que nos é colocado, é preciso sim, nos desdobrarmos pra colocar o que absorvemos de conhecimento em evidência.
Isso é só uma das questões que estão efervescendo em mim... Daqui em diante espero que isso aconteça muito mais e de uma forma muito mais profunda!

Até logo,
A Futura Sanitarista,

Luiza