segunda-feira, 11 de abril de 2016
O mundo das Políticas Públicas de Saúde está por todos os lados
Como já falei anteriormente, tenho estagiado na Área Técnica de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência da Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre, desde agosto de 2015. Agora, depois de várias reuniões, essa área passou a se chamar de Coordenação da Política Pública de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência. Participando desse espaço tenho visto algo que estudamos bastante no curso: o ciclo das políticas públicas, e percebido que cada política, pode tomar diversos rumos e enfrentar diferentes etapas para ser implementada e acompanhada. Desde que entrei, tenho participado da elaboração e discussão do Plano Municipal de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência, que exige um trabalho diário e constante e articulação com diversos setores e organização, principalmente através do Grupo Condutor
Municipal da Rede de Cuidados à Pessoa com
Deficiência e da Comissão de Saúde da PcD, do Conselho Municipal de Saúde.
- Contratos, fluxos, linhas de cuidado, etc.
2. Análise da Rede de Atenção em Saúde Mental no Subsistema de Saúde Suplementar Brasileiro nas Regiões Norte e Sul sob a Perspectiva de Linhas de Cuidado
- O projeto se localiza no que tem sido chamado de analise de “formação de políticas” (Menicucci, 2007), no caso, a formação da política pública de saúde mental brasileira, tomando o aspecto da implementação.
A análise de implementação de políticas precisa considerar o caráter autônomo dessa fase, em que “os resultados da implementação, que podem ser diferentes da concepção original”.
3. Rede-Observatório do Programa Mais Médicos
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Vamos continuar
Vou me deparando com as atividades do dia-a-dia dentro dessa área que me cativa tanto (a Saúde Coletiva) e ao mesmo tempo me perguntando "estou pronta pra seguir em frente?". E essas mesmas atividades e experiências, me mostram como eu nunca vou estar 100% pronta, mas é participando delas que eu tenho certeza de que vale a pena continuar. Como eu já contei em outros relatos deste blog, bem no início do curso, eu participei de uma experiência como bolsista de um projeto num dos CAPS (Centro de Apoio Psicossocial) daqui de Porto Alegre. Lá eu participava de muitas atividades (grupos terapêuticos, acompanhamento dos acolhimentos, etc.), que contribuíram muito para que eu continuasse em busca das minhas possibilidades dentro do meu campo escolhido. Pois então, semanas atrás, quando eu voltada de uma atividade do Fórum Social Mundial, encontrei uma senhora que frequentava o CAPS na mesma época em que eu estava fazendo parte da equipe, e essa senhora participava de um grupo terapêutico de atenção aos familiares dos usuários do Centro, do qual eu fazia parte como mediadora. Foi lindo ver a alegria dela, ainda mais quando me abraçou e me agradeceu pela ajuda e atenção que eu dei à ela. E mais lindo ainda, foi perceber que naquele momento eu estava só começando.
E ter continuado a participar de coisas tão gratificantes, faz eu me sentir cada dia mais feliz por ter conhecido e me apaixonado pela proposta do meu curso de Bacharelado em Saúde Coletiva já no primeiro ano do ensino médio. Pois desde então, tenho participado de experiências que estão me fazendo muito bem. Estar na Rede Governo Colaborativo em Saúde, fazendo pesquisas, participando de encontros riquíssimos e contribuindo com o crescimento da produção de conhecimento é um prazer indescritível. Participar da elaboração e implantação do Plano Municipal de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência e ajudar na disseminação das diretrizes das políticas de saúde, junto da Secretaria Municipal da Saúde (que é onde estagio), me faz querer buscar cada vez mais conhecimentos e motivação. Essas são coisas pelas quais ao mesmo tempo em que eu me orgulho, eu agradeço muito por poder participar. E nesse post, não vou nem começar a relatar mais experiências, porque senão vamos até amanhã.
Gratidão.
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
O que dizer do quarto semestre
Tem sido um ano cheio de polêmicas, isso é fato! Mas cheio de aprendizados também.
Então vamos lá, tá na hora de começar a se despedir e de pensar em coisas novas ou então, ao menos, em inovar!
Acho que é isso que me move, pensar no que pode ser melhor...
E para pensar no que posso melhorar e no que o meu entorno pode melhorar, quero hoje fazer uma breve análise.
O início do quarto semestre começou com muitas novidades para mim. Pois, como já contei em outra postagem, saí de uma bolsa em que eu já estava há um ano e meio para começar em outros dois lugares, na Bolsa de Iniciação Científica na Rede Governo e no Estágio na Secretaria Municipal de Saúde. Mas além disso, minha relação com o curso também mudou durante esse semestre. Isso porque senti muitas pessoas desesperançosas com a política brasileira e com problemas e conflitos que estiveram acontecendo em todo o mundo. E a partir disso, comecei a me sensibilizar mais para uma postura diferente frente a toda esse deslocamento que afetou a todos, ao mesmo tempo em que me senti angustiada em diversos momentos. Surgiram perguntas como: Por que tudo (e todas as relações) é tão complexo e complicado? Como construir um equilíbrio para lidar com tantas informações, em sua maioria ruins, e ao mesmo tempo procurar respostas e formas de contribuir para melhorar esse cenário? Como não perder a motivação?
É um desafio pensar em tudo isso, todos os dias, sem perder o foco das atividades que precisamos cumprir, tiveram vezes que inclusive me frustrei por não conseguir me envolver mais com algumas coisas ou por não entendê-las. Mas foi uma satisfação poder ver exemplos de colegas, professores, monitores que trabalham transformando realidades e condições, ou então, que tentam mostrar caminhos melhores e mais humanizados para diferentes pessoas. E está sendo uma satisfação ver que faço parte de movimentos assim, tanto com estudos, quanto nos espaços de trabalho auxiliando pessoas e ajudando a construir melhores condições.
É um turbilhão de coisas e sentimentos que eu poderia colocar aqui, fico com essas palavras por enquanto, porque nem tudo é possível de expressar.
Até mais,
Luiza
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Visita à Santa Casa
No último sábado, dia 21, participei da última atividade da Ação de Extensão Evolução das Instituições de Saúde: Um Olhar Interdisciplinar. Fizemos a visita ao cemitério e ao museu da Santa Casa. Foi uma visita com uma carga histórica gigantesca e muito interessante, onde pudemos observar aspectos como, por exemplo, a influência de determinantes socioeconômicos na construção dos cenários visitados.
Atividades como essa, na minha opinião, contribuem de forma muito significativa com nossa formação dentro da Saúde Coletiva. Pois assim podemos observar os movimentos e influencias que compõem o histórico das instituições de saúde. Dessa forma, estaremos mais sensibilizados a perceber as intercorrências que acontecem no meio do caminho e a nos relacionar mais adequadamente com elas em um espaço de gestão e de tomada de decisões.
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
I Fórum em Traumatologia Pediátrica - HPS
O Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre
promoveu na última sexta-feira, 23, o 1º Fórum Multidisciplinar de Trauma em
Pediatria. O evento reuniu especialistas do HPS e de outras instituições para
debater a realidade dos atendimentos de emergência em pediatria. A rotina
diária tem revelado um aumento preocupante nos casos de crianças com
queimaduras graves provocadas por acidentes domésticos. Também tem chamado a
atenção das equipes o numero crescente de crianças atingidas por armas de fogo
e armas brancas (facas e outros instrumentos perfurantes/cortantes). Este
último aspecto é um indicativo claro do impacto da violência urbana nas UTIs
pediátricas.
Durante o
evento, participei de apenas duas exposições, sobre Epidemiologia da violência
urbana na população infanto-juvenil de Porto Alegre, com a psicóloga Sandra
Kurtz, da Equipe de Eventos Vitais, Doenças e Agravos Não Transmissíveis,
Vigilância de Violência e Acidentes - CGVS e sobre o Estatuto da
Criança e Adolescente e o papel dos equipamentos de proteção social, com a
assistente social Cristine Kuss, do Serviço Social do HPS. A primeira apresentou dados dos
agravos por causas externas que atingem à população infantojuvenil e que são a
3ª causa de morte em Porto Alegre já superando as Doenças respiratórias, sendo
que dos 10 aos 39 anos é a 1ª causa de morte. A segunda apresentação apontou as
responsabilidades que o Estatuto da Criança e do Adolescente dirige para a
sociedade em geral e, principalmente ao setor público, e mostrou algumas das
intervenções que a equipe do HPS faz para tentar garantir uma proteção mais
ordenada dos direitos das crianças e adolescentes.
A reflexão proposta foi em cima da
questão “Por que é importante fazer a vigilância das violências?” e se apontou
que é a partir da vigilância que se tenta identificar onde estão casos de violência
envolvendo negligência, trabalho infantil (quase nunca identificado), abusos,
dentre outras.
Por fim, fizemos uma reflexão a partir do poema de Manoel de Barros, "O menino que carregava água na peneira".
Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino que carregava água na peneira.
A mãe disse que carregar água na peneira era o mesmo que roubar um vento
e sair correndo com ele para mostrar aos irmãos.
A mãe disse que era o mesmo que catar espinhos na água
O mesmo que criar peixes no bolso.
O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces de uma casa sobre orvalhos.
A mãe reparou que o menino gostava mais do vazio do que do cheio.
Falava que os vazios são maiores e até infinitos.
Com o tempo aquele menino que era cismado e esquisito
porque gostava de carregar água na peneira
Com o tempo descobriu que escrever seria o mesmo
que carregar água na peneira.
No escrever o menino viu que era capaz de ser
noviça, monge ou mendigo ao mesmo tempo.
O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.
Foi capaz de interromper o vôo de um pássaro botando ponto final na frase.
Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor!
A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou: Meu filho você vai ser poeta.
Você vai carregar água na peneira a vida toda.
Você vai encher os vazios com as suas peraltagens
e algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos
9ª Semana Acadêmica da Saúde Coletiva
Entre os dias 19 e 23 de outubro ocorreu mais uma Semana acadêmica do curso de Saúde Coletiva. Em sua 9ª edição, o tema foi "Um olhar interior: o que produzimos na Saúde Coletiva?", e trouxe diversos trabalhos que são e estão sendo produzidos pelos próprios alunos do curso em diferentes projetos de Extensão, Pesquisa e para as próprias Unidades que compõem a grade do curso.
Pude notar o quanto a Saúde Coletiva tem buscado seu espaço e o mais interessante disso é que os protagonistas desse processo são os próprios alunos. Pesquisas muito interessantes foram apresentadas, com diferentes metodologias envolvendo, em vários trabalhos, intervenções importantes de serem disseminadas por aí.
Que continuemos nesse caminho de inovações!
A FUTURA SANITARISTA
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